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abril 30, 2026

Do local ao global: aprendizados do Skoll World Forum 2026 

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

O Skoll World Forum voltou a reunir, em 2026, algumas das principais lideranças globais dedicadas à transformação social. Realizado na cidade de Oxford, no Reino Unido, de 21 a 24 de abril, o  encontro reuniu cerca de 1,3 mil participantes, entre empreendedores sociais, filantropos, acadêmicos e representantes do setor público, com o objetivo de acelerar soluções para desafios complexos que atravessam o planeta.

Débora Passos, diretora de Estratégia e Governança do Instituto Arapyaú, esteve presente no evento.

“Foi uma oportunidade de aprofundar a inteligência estratégica sobre o campo da filantropia, de nos conectar com atores que podem cooperar com nossas agendas e de conhecer iniciativas inovadoras que tragam soluções replicáveis”, afirma.

Promovido pela Skoll Foundation, neste ano, o debate girou em torno da resiliência e da capacidade coletiva de renovação diante de crises cada vez mais interligadas. Um dos destaques foi o protagonismo crescente de lideranças do Sul Global. “Vimos uma valorização muito forte de organizações enraizadas em seus territórios, com América Latina, África e Ásia ocupando um papel central nas discussões e também nas premiações”, destaca Passos. 

Iniciativas que combinam impacto social, ambiental e econômico reforçaram o potencial de soluções locais com escala global. A experiência da ChildLife Foundation, por exemplo, mostrou como o uso de telemedicina em hospitais públicos do Paquistão conseguiu reduzir drasticamente a mortalidade infantil em casos graves. Essa iniciativa foi uma das vencedoras do Prêmio Skoll de Inovação Social 2026.

“São soluções que partem de realidades concretas e mostram como a tecnologia pode gerar valor quando bem aplicada” comenta Passos. 

O avanço tecnológico, aliás, foi um dos eixos centrais do encontro, com atenção tanto às oportunidades quanto aos riscos. Um dos conceitos discutidos foi o de polyintelligence, que combina inteligência humana, artificial e coletiva.

“O futuro mais promissor não está na automação pura, mas na colaboração entre diferentes formas de inteligência para resolver problemas complexos”, explica a diretora de Estratégia e Governança. 

Outro ponto recorrente foi o papel da filantropia diante de desafios estruturais. As discussões reforçaram a necessidade de mais ousadia e flexibilidade nos investimentos. Nesse contexto, o conceito de Big Bets — grandes aportes financeiros direcionados a soluções de alto impacto — ganhou destaque. Segundo Passos, esses investimentos têm potencial para mudar o patamar de atuação das organizações. “Grandes doações aceleram o ritmo, ampliam a ambição e fortalecem a capacidade institucional. Elas permitem investir em equipes, tecnologia e gestão, criando condições para que o impacto se sustente ao longo do tempo.”

Mais do que impulsionar iniciativas, o desafio colocado é garantir que soluções permaneçam mesmo após o fim dos recursos. “Os problemas estruturais são persistentes. Por isso, o foco precisa estar em construir capacidades duradouras, que garantam transformação contínua e evitem retrocessos”, conclui.

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