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junho 1, 2026

Da colaboração à transformação sistêmica: pesquisa analisa iniciativas multiatores no Brasil

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

O fortalecimento de redes, coalizões e arranjos colaborativos tem se consolidado como uma das principais estratégias para enfrentar desafios socioambientais complexos no Brasil. É a partir dessa constatação que nasce a publicação “Iniciativas Multiatores para Desenvolvimento de Ecossistemas de Impacto”, lançada pelo Sense-Lab com apoio do Instituto Arapyaú e outras organizações.

Resultado de um ano e meio de pesquisa, o estudo buscou compreender como iniciativas multiatores operam na prática para gerar impacto sistêmico e duradouro. Para isso, foram mapeados cerca de 150 casos nacionais e internacionais, dos quais 82 iniciativas brasileiras foram analisadas em profundidade, incluindo experiências ligadas à transição ecológica, economia de impacto e desenvolvimento territorial.

Entre os estudos de caso considerados no trabalho estão iniciativas apoiadas ou articuladas pelo próprio Arapyaú, reconhecidas por sua atuação voltada ao fortalecimento de ecossistemas e à promoção de transformações estruturais. A publicação destaca que esses arranjos colaborativos surgem da compreensão de que desafios como crise climática, desigualdade e degradação ambiental não podem ser enfrentados de forma isolada, exigindo conexões entre sociedade civil, empresas, governos, academia e filantropia.

Segundo o estudo, iniciativas multiatores funcionam como “plataformas de articulação, coordenação e aprendizagem coletiva”, capazes de conectar diferentes agendas e mobilizar recursos, conhecimentos e capacidades diversas em torno de causas estruturantes. Mais do que promover projetos pontuais, elas atuam para fortalecer relações, construir confiança e criar condições para mudanças sistêmicas de longo prazo.

A pesquisa também aponta uma mudança importante no campo da filantropia e do impacto socioambiental nas últimas décadas: o deslocamento de ações fragmentadas para estratégias orientadas ao fortalecimento de ecossistemas. Nesse contexto, ganham relevância iniciativas voltadas à articulação de atores, construção de visões comuns e desenvolvimento de capacidades coletivas.

Para Lívia Pagotto, diretora institucional do Arapyaú, o estudo ajuda a consolidar aprendizados que vêm sendo construídos ao longo dos últimos anos por organizações e redes comprometidas com mudanças estruturais no país.

“Os desafios socioambientais contemporâneos exigem respostas cada vez mais colaborativas e sistêmicas. Essa publicação traz contribuições importantes ao sistematizar práticas, aprendizados e caminhos possíveis para fortalecer ecossistemas de impacto no Brasil. É também um reconhecimento da importância das redes, da construção de confiança e da atuação coletiva para impulsionar transformações duradouras”, afirma.A publicação também reforça discussões que já vinham sendo aprofundadas pelo Instituto Arapyaú em “Atuação em redes para transformações sistêmicas: uma jornada institucional”, documento lançado pelo Instituto no ano passado. Na publicação, o Arapyaú compartilha aprendizados acumulados ao longo de sua trajetória na articulação de redes e iniciativas colaborativas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à justiça climática e à construção de novos modelos econômicos. Assim como o estudo do Sense-Lab, o material parte da premissa de que mudanças sistêmicas dependem da capacidade de conectar diferentes atores, alinhar agendas e fortalecer ecossistemas capazes de sustentar transformações no longo prazo.

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