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setembro 1, 2026

Fóruns de agronegócio e empreendedorismo abrem espaço para debates sobre clima e natureza

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

Renata Piazzon no evento Exame SuperAgro | (Foto: (Eduardo Frazão/Exame)

Restauração florestal e sistemas alimentares ao lado de empreendedorismo, competitividade, tecnologia e futuro da economia brasileira. Para ajudar a aproximar essas agendas, o Instituto Arapyaú participou do SuperAgro 2026, promovido pela revista Exame, e do SP2B, festival de inovação, cultura e empreendedorismo de São Paulo, dois espaços voltados a investimento, produtividade e inovação.

No SuperAgro, Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú, conversou com  Luis Collaço, gerente de ESG para chocolate e biscoitos da Nestlé Brasil, e Ismael Cordeiro, gerente de Sustentabilidade e Transformação no Agronegócio da PepsiCo Brasil sobre práticas regenerativas para aumentar eficiência e resiliência  no campo. “A agricultura regenerativa não é mais apenas uma agenda ambiental, mas uma agenda econômica e, por muitas vezes, de sobrevivência dos negócios”, afirmou.

Os painelistas lembraram que o avanço dos eventos climáticos extremos já altera os ciclos agrícolas, aumenta as incertezas sobre as safras e dificulta a avaliação de riscos pelas instituições financeiras. Nesse contexto, recuperar a saúde do solo, usar os recursos naturais com eficiência e diversificar os sistemas produtivos deixam de representar apenas compromissos ambientais. Tornam-se condições para reduzir perdas, preservar a capacidade produtiva e dar segurança aos investimentos.

O debate evidenciou ainda que não existe transição duradoura sem retorno econômico para quem produz. Para ganhar escala, a agricultura regenerativa precisa combinar assistência técnica, financiamento, tecnologia adequada a cada território e garantia de mercado.

Uma experiência desenvolvida pelo Arapyaú na cadeia do cacau mostra o potencial dessa integração. A estratégia reuniu crédito para pequenos e médios produtores, assistência técnica e mecanismos de blended finance, além de contribuir para estruturar a demanda pelo cacau produzido de maneira sustentável. Entre os participantes, a produtividade aumentou mais de 50% e a renda cresceu 60%. Atualmente, a iniciativa alcança cerca de 2 mil produtores, diante de um universo de aproximadamente 70 mil produtores de cacau no país.

Uma agenda de inovação

No SP2B, o debate foi centrado no quanto o diálogo entre agro e sustentabilidade é necessário e estratégico para o Brasil. Em um painel ao lado de Fernando Sampaio, secretário-executivo da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima (RIAC) e fellow do Instituto Arapyaú, e Lucas Canisares, professor da Esalq/USP e pesquisador do CCARBON/USP, Renata destacou que desenvolvimento e natureza ainda aparecem muitas vezes como campos separados, embora estejam conectados na base das decisões sobre produtividade, investimento e competitividade.

Ela lembrou que 65% do território brasileiro é coberto por vegetação nativa, enquanto 32% é destinado à agropecuária. Os dados mostram que produção e conservação já convivem na mesma matriz territorial. O desafio é transformar essa convivência em uma estratégia econômica capazde aumentar a resiliência da produção, restaurar paisagens e gerar renda.

Florestas, biodiversidade, água e solo constituem a infraestrutura natural que sustenta a agropecuária. Quando essa base se degrada, os custos e os riscos aumentam. Quando é recuperada, surgem possibilidades de ganhos de eficiência, diversificação de receitas e acesso a mercados.

Agricultura, restauração florestal e sistemas alimentares estão diretamente ligados à continuidade das cadeias produtivas, à geração de renda e à adaptação climática. Para transformar seu potencial territorial, produtivo e científico em liderança, o Brasil precisará aproximar conhecimento e capital, reduzir riscos e criar mercados para uma economia regenerativa. 

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