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outubro 1, 2026

Sabores da Amazônia integram debate sobre sistemas alimentares, mercado e conservação na Bienal do Livro de São Paulo

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

Foto: Divulgação/ Bienal do Livro de São Paulo

A relação entre os sabores da Amazônia, a cultura alimentar e a conservação da floresta esteve no centro de um painel realizado na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, na semana do Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro. A conversa, promovida pelo Mercado Livre, reuniu a chef Bel Coelho, a nutricionista e cofundadora da Flor de Jambu, Carol Vilanova, e a CEO do Instituto Arapyaú, Renata Piazzon, com mediação de Laura Motta, gerente sênior de sustentabilidade do Mercado Livre.

O debate partiu do livro Floresta na Boca, de Bel Coelho, lançado com apoio do Arapyaú e resultado de uma pesquisa que percorreu comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas no Pará para conhecer ingredientes, práticas e sistemas alimentares da região. Para a chef, “a gastronomia e a cultura alimentar têm um papel decisivo na conservação da biodiversidade e também na conservação socioambiental dos territórios”. A discussão também abordou como ampliar a presença desses ingredientes na alimentação dos brasileiros pode contribuir para criar novas relações econômicas nos territórios.

“O objetivo do debate é trazer a potência da culinária amazônica, não só do ponto de vista de cultura e de sabor, mas como estratégia de preservação ambiental e social”, afirmou Laura Motta. A conexão entre produção e consumo esteve no centro da conversa, diante do desafio de ampliar a demanda por produtos da sociobiodiversidade amazônica e criar canais que permitam que esses ingredientes cheguem a consumidores em diferentes regiões do país.

Carol Vilanova apresentou a atuação da Flor de Jambu nesse processo. “Nós atuamos tanto na ponta do varejo, conectando esses produtos ao mercado por meio de vários canais, como também atuando como apoio logístico para marcas da Amazônia. O que a gente faz é ajudar que esses produtos ganhem escala nacional e cheguem a qualquer lugar do Brasil”, explicou. A experiência mostra uma das frentes necessárias para aproximar negócios da sociobiodiversidade dos mercados consumidores.

Para Renata Piazzon, ampliar a conexão demanda e oferta é parte essencial de uma estratégia de economia regenerativa, na qual a rentabilidade cresce na mesma direção em que aumenta a conservação ambiental e a inclusão social. “Essa é uma das agendas prioritárias do Arapyaú. Já trabalhamos há anos na cadeia do cacau e temos expandido essa atuação para outros produtos que preservam a floresta e geram renda para a comunidade, garantindo acesso ao mercado para esses produtos”, afirmou. A atuação do instituto busca aproximar oferta e demanda e criar condições para que ingredientes da floresta possam integrar relações econômicas de longo prazo.

Ao colocar a Amazônia em uma conversa sobre alimentação, biodiversidade e cultura, o painel levantou uma questão central para a sociobioeconomia: quem vai comprar os produtos da floresta? A criação de demanda é parte do trabalho do Instituto Arapyaú para aproximar produtores, negócios e consumidores. Quando ingredientes da biodiversidade passam a fazer parte da alimentação cotidiana, a floresta deixa de ser apenas origem de produtos e passa a ocupar espaço também nas escolhas de consumo.

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