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outubro 1, 2026

ESG: na sede da ONU, empresas debatem a necessidade de transformar objetivos em resultados mensuráveis

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

Foto: Pacto Global

Como incorporar a sustentabilidade às decisões centrais do negócio, incluindo gestão de riscos, governança, alocação de recursos e cadeias de valor? Esse foi o principal recado do painel ESG Agenda: What the Market Demands as Evidence Today (Agenda ESG: o que o mercado exige hoje como evidência), realizado pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU na semana que antecedeu a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. 

Com moderação da CEO do Instituto Arapyaú, Renata Piazzon, o debate reuniu representantes de empresas de diferentes setores para falar sobre temas como adaptação climática, infraestrutura de baixo carbono, restauração florestal, capital e gestão de riscos. 

Em um cenário de incertezas geopolíticas, mudanças regulatórias, riscos climáticos e maior escrutínio sobre as declarações e compromissos corporativos, o desafio das empresas não está apenas em comunicar seus objetivos em ESG, mas em mostrar como eles são incorporados ao negócio e quais mudanças efetivas trazem. 

Segundo Domingo Zardo Martínez, líder de projetos estratégicos da Sacyr, a empresa espanhola do setor de engenharia e infraestrutura passou a incorporar em 2024 a agenda ESG à estratégia de negócios por meio de metas climáticas, gestão de recursos naturais e ferramentas de monitoramento de resultados. Entre os avanços, estão a adoção de iniciativas voltadas à segurança hídrica, reúso da água e dessalinização, além de maior transparência na atuação ambiental, com a publicação de um relatório de capital natural e a vinculação de parte de seu financiamento aos indicadores de sustentabilidade. 

A Motiva, companhia de concessão de infraestrutura, com atuação em rodovias, mobilidade urbana e aeroportos, superou antes do prazo suas metas de descarbonização. Representada no evento pela diretora de sustentabilidade, Juliana Silva, a empresa reduziu para 61% as emissões, alcançando no ano passado o objetivo previsto para 2033. 

Natureza como um ativo

Renata Piazzon trouxe para a conversa o papel do Brasil na transição para uma economia regenerativa e defendeu que os ativos naturais do país sejam considerados parte da estratégia de desenvolvimento. “O Brasil é uma potência agroambiental, é o maior produtor de alimentos do mundo e detentor da maior floresta tropical do planeta, com a maior biodiversidade. Precisamos tratar isso como um valor.” 

A restauração florestal é vista como uma das frentes em que a relação entre natureza e economia já começa a ganhar escala. O fundo do Timberland Investment Group (TIG), do BTG Pactual, que reúne recursos para conservação, restauração de vegetação nativa e plantios comerciais certificados, já plantou 29 milhões de árvores em áreas degradadas e mantém mais de 21.000 hectares sob conservação. Em abril de 2026, o TIG, representado em Nova York por Gerrity Lansing, também fechou uma estratégia de US$1,24 bilhão para restauração e reflorestamento na América Latina.

De acordo com a CEO do Instituto Arapyaú, a incorporação do ESG às decisões é estratégica não só para os negócios. “A promoção de uma economia regenerativa, que gere prosperidade, renda, e que mantenha a floresta em pé, é também uma agenda econômica e social.”

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