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junho 1, 2026

Relatório anual do Arapyaú aponta caminhos possíveis para a agenda de Natureza e Clima

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

Foto: Nino Andrés

O Instituto Arapyaú lançou em maio o Relatório Anual 2025, documento que apresenta os principais projetos, articulações e impactos do instituto em um ano considerado decisivo para a agenda climática global. Com o mote “O eterno esperançar”, a publicação reúne iniciativas voltadas à restauração florestal, sistemas agroalimentares, ciência climática, fortalecimento de redes e desenvolvimento territorial, em um contexto marcado pela realização da COP30 em Belém.

Mais do que um balanço institucional, o relatório propõe uma reflexão sobre o papel da filantropia na construção de soluções concretas para um desenvolvimento justo, inclusivo e de baixo carbono no país. Ao longo das páginas, o Arapyaú destaca iniciativas desenvolvidas em parceria com governos, academia, setor privado, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais.

Para Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú, 2025 consolidou uma mudança importante no debate internacional sobre clima e natureza. “Mais do que um inventário de boas práticas, essa é uma agenda de ação e esperança. Em vez de apenas soar o alarme diante do caos climático, o Arapyaú escolhe apontar caminhos possíveis. Ao dar visibilidade às soluções baseadas na natureza produzidas no Brasil, contribuímos para reforçar a ideia de que enfrentar a crise climática passa, necessariamente, por reconhecer, fortalecer e escalar aquilo que já está sendo construído no presente”, afirma.

Entre os destaques do relatório está a atuação do instituto durante a COP30, com a participação na  construção de estudos estratégicos sobre florestas, sistemas agroalimentares e soluções climáticas brasileiras. A publicação também registra a criação do primeiro Pavilhão de Ciências Planetárias no espaço oficial de uma conferência da ONU sobre mudanças climáticas, iniciativa voltada a aproximar ciência e tomada de decisão política. “Com o apoio ao pavilhão, o Arapyaú contribuiu para reposicionar a ciência no campo global, trazendo atores de diferentes setores em prol de uma agenda única”, destaca Piazzon. 

A publicação reúne ainda resultados de projetos ligados à agricultura regenerativa, sociobioeconomia e cadeias produtivas sustentáveis, como o fundo Kawá, voltado ao financiamento de produtores de cacau agroflorestal na Bahia e no Pará, e o projeto Tucumã, que conecta ingredientes amazônicos ao mercado de alimentos.

Outro eixo importante é o fortalecimento de redes colaborativas incubadas ou apoiadas pelo Arapyaú, como o Conexão Povos da Floresta e o MapBiomas. Em 2025, a rede de conectividade na Amazônia alcançou mais de 2.100 comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas, enquanto o MapBiomas ampliou sua presença internacional e avançou em projetos de monitoramento ambiental em florestas tropicais.

Todas essas iniciativas refletem o crescimento do instituto, que no ano passado executou ações que somaram R$79 milhões, mais que o dobro do registrado no ano anterior, além de contribuir para alavancar R$91 milhões em investimentos em projetos estratégicos.

Narrativa gráfica

Com ilustrações botânicas e animais, elementos da floresta e imagens que dialogam com os conceitos de interdependência e regeneração,  a publicação   conta outras histórias para além do conteúdo institucional. “A edição do relatório anual de 2025 nos desafiou a traduzir uma imagem possível para o tempo em que vivemos. Sobrevoar o presente, inspirados no fluxo dos rios voadores que cruzam a atmosfera, foi uma forma de enxergar a história que habitamos em 2025”, diz Paula Detoni, gerente de comunicação do Instituto Arapyaú e coordenadora geral do projeto. 

Detoni também destaca que o projeto gráfico foi concebido como parte da própria narrativa do relatório. “Essa lógica viva e interdependente se revela nos ciclos da natureza. Foi com esse olhar que convidamos a artista botânica e roteirista Lívia Serri Francoio, cuja sensibilidade traduz, em linguagem visual, a complexidade desse sobrevoo. Em suas imagens, a floresta se revela em múltiplas perspectivas: do alto, do interior, do invisível ao cósmico”, afirma.

As ilustrações aparecem ao longo de toda a publicação e retratam elementos como rios voadores, sementes de cacau, insetos polinizadores, animais dispersores e paisagens amazônicas. O projeto gráfico, assinado pelo estúdio Bloco Gráfico, também utiliza a tipografia brasileira Seiva, criada especialmente para reforçar a ideia de transformação e fluidez.

Ao completar 18 anos de atuação, o Instituto Arapyaú reforça sua aposta em modelos colaborativos e em soluções capazes de unir conservação ambiental, desenvolvimento econômico e justiça social. A mensagem que atravessa o relatório é a de que, diante das incertezas do presente, construir futuros sustentáveis depende cada vez mais da capacidade de conectar pessoas, territórios e conhecimentos.

Confira o relatório completo

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