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março 31, 2026

Soluções são destaque e ponto de conexão em evento com a embaixada do Reino Unido 

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

Felipe Villela (The Earthshot Prize), Stephanie Al-Qaq (Embaixada do Reino Unido no Brasil) e Renata Piazzon (Instituto Arapyaú)/ Foto: Mônica Andrade

No dia 19 de março aconteceu um encontro entre organizações que promovem soluções em clima e natureza com representantes do setor privado, da sociedade civil voltadas ao desenvolvimento sustentável. O evento foi realizado pela Embaixada do Reino Unido no Brasil, em parceria com o Instituto Arapyaú e o The Earthshot Prize, o prêmio internacional de meio ambiente criado em 2020 pelo príncipe William e hoje um dos mais relevantes do mundo. 

Durante o evento, diferentes lideranças e especialistas discutiram perspectivas complementares sobre os modelos de negócio ligados à natureza. O painel Protecting & Restoring Nature – Thriving Experiences Led by the Private Sector foi uma oportunidade para os convidados aprofundarem e dividirem conhecimentos. O debate, mediado por Marcelo Behar, enviado especial da COP30 para a Bioeconomia, reuniu Marcelo Barbará, fundador da re.green; Germana Cruz, CEO do Standard Chartered; Joanna Martins, CEO e fundadora da Manioca; e Martha de Sá, CEO da Violet. Cada um deles apontou caminhos, entre desafios e oportunidades para financiamento e escalabilidade de iniciativas verdes.   

A embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie AlQaq, destacou o papel central da agenda ambiental como um eixo permanente da relação bilateral.

“Esta noite foi dedicada a dar foco a soluções inovadoras que sejam ao mesmo tempo sustentáveis e escaláveis. Houve uma conexão entre governo, sociedade civil e setor privado. Essas conexões são  muito importantes para o surgimento de soluções inovadoras e sustentáveis. O que precisamos fazer é ampliá-las em escala”, afirmou.  

Segundo AlQaq, há desafios como tornar o valor da natureza compreensível e concreto para toda a sociedade. “Temos apoiado o Brasil na pauta da natureza há muito tempo e buscamos identificar de que forma podemos contribuir. Um exemplo é nosso envolvimento com o desenvolvimento do Tropical Forest Forever Facility (TFFF), ou Fundo Florestas Tropicais para Sempre, iniciativa proposta pelo Brasil voltada a remunerar países que preservam suas florestas tropicais e da qual participamos desde o início. Ainda hoje há instituições do Reino Unido envolvidas em assessorar o governo e o fundo  sobre como avançar a partir daqui”, disse a embaixadora. “A questão é como fazer com que todos compreendam o valor da natureza e como garantir que aqueles que vivem nessas áreas, que vivem nessas comunidades, que são seus protetores. E, para o setor privado também, é fundamental ter essas vozes à mesa.”  

Para Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú, a parceria com a Embaixada Britânica e o Earthshot Prize ajuda a posicionar o país como um hub de soluções concretas em clima e natureza. No entanto, segundo ela, projetar o Brasil como potência ambiental exige lidar com entraves reais de implementação, como a escalabilidade das operações no ambiente amazônico. Renata destacou ainda a função que a filantropia pode cumprir nesse cenário: “O papel da filantropia é sistematizar conhecimento, qualificar o debate, gerar evidências. Também é facilitar um movimento pré-competitivo desse mercado, porque na agenda de restauração florestal, por exemplo, várias empresas têm desafios parecidos”, afirmou. 

Felipe Villela, diretor no Brasil do The Earthshot Prize, destacou a urgência de articular redes capazes de financiar e escalar soluções já existentes. Segundo ele, reunir lideranças de diferentes instituições para debater o papel do setor privado no financiamento de projetos de restauração é fundamental nesse momento de transição. “Essa parceria com a Arapyaú pode viabilizar esse ecossistema de forma que a gente consiga escalar soluções”, disse. “O mercado de green jobs vai multiplicar, vai chegar a U$50 milhões até 2030”. Não é a primeira vez que o Instituto trabalha com a premiação. No ano passado, foi lançada a publicação Soluções Brasileiras para Desafios Globais: Indicados ao Eartshot Prize, que apresentou algumas das iniciativas brasileiras indicadas ao longo das cinco edições realizadas da cerimônia. 

Nesse caminho, a diversidade de perspectivas e experiências revela um ponto central para esse processo: a agenda climática ganha escala quando se traduz em prática, com aprendizados reais sobre implementação, território, financiamento e impacto. “Espaços como este e alguns dos projetos que estamos desenvolvendo são incrivelmente importantes para tentar construir confiança entre comunidades, governos e setor privado. Acho que vamos começar a ver as coisas mudarem”, disse a embaixadora.

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