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Desenvolvimento sustentável do setor de cacau em pauta

Em setembro foram realizadas três importantes discussões em torno do mercado do cacau e o seu desenvolvimento sustentável. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento promoveu a 50ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau e Sistemas Agroflorestais, da qual o Instituto Arapyaú é membro permanente. Na ocasião, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, mostrou-se disposta a enfrentar dois dos principais problemas da lavoura cacaueira do sul da Bahia: o endividamento e o manejo do sistema cacau-cabruca.

Com relação à cabruca, Tereza Cristina propôs estudar uma saída que considere eventual federalização da regulamentação do seu manejo, medida que, a partir de estratégias, técnicas e práticas já conhecidas, agregaria receitas por meio do excedente de madeira, da produção de frutas, da extração de óleos e essências, além de aumentar a produtividade das plantações de cacau. Ao falar sobre o endividamento, a ministra indicou a intenção de desenvolver uma solução “específica para o cacau da Bahia”. 

Na oportunidade, também foi avaliado o Plano de Ação de Melhoria das Condições de Trabalho na Cadeia do Cacau e atualizados os números das indústrias moageira e chocolateira. Além disso, foi abordada a atuação do Grupo de Trabalho sobre Fundo Patrimonial, um projeto do qual o Arapyaú faz parte e que visa a analisar e estruturar um fundo privado de pesquisa e inovação para o cacau, iniciativa que conta com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a construção do modelo.

CocoaAction

As iniciativas que visam o desenvolvimento sustentável do setor também foram tema da reunião do Grupo Técnico CocoaAction Brasil, no dia 23 de setembro. No encontro foi apresentado um relatório com dados e informações sobre a cultura do cacau, para apoiar a gestão e tomada de decisão por parte do setor e orientar a construção de políticas públicas. O material foi produzido em cooperação com a cadeia produtiva do cacau e do chocolate, representada pela CocoaAction Brasil e executado pelo Instituto Floresta Viva (ONG que atua na região), e contou com a cooperação científica da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Universidade de Brown (Estados Unidos).

Em 8 de outubro, o CocoaAction também realizará o webinar Panorama da Cacauicultura no Litoral Sul da Bahia.

Carmen Guerreiro

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