Durante COP25, Amazônia Possível realiza debates sobre como eliminar atividades ilegais e promover formas sustentáveis de atuação na floresta

Amazônia Possível promove debate sobre combate à ilegalidade na Amazônia durante a COP25 em Madri
Da esq. p/ dir.: Marcello Brito (ABAG), Márcio Nappo (JBS), Brenda Brito (Imazon) e André Guimarães (Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura).

Depois do lançamento durante a Climate Week da ONU, em Nova York, a iniciativa Amazônia Possível marcou presença na COP25, realizada em Madrid no início de dezembro, com dois debates.

O primeiro, no dia 9/12, sobre rastreabilidade na cadeia da carne, discutiu formas de garantir a transparência em toda a cadeia de produção da carne e pavimentar o caminho para o desenvolvimento sustentável da floresta. “Hoje, a lei acaba estimulando a ocupação ilegal. Nem sempre a primeira pessoa que chegou na terra é a mais indicada para explorá-la”, disse a pesquisadora do Imazon Brenda Brito durante o painel.

Também participaram o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Marcello Brito, e o diretor de Sustentabilidade Corporativa da JBS, Márcio Nappo, além do mediador André Guimarães, da Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura. Saiba mais como foi o debate.

Cases empresariais de sucesso na Amazônia

Amazônia Possível apresenta “cases” empresariais sustentáveis na região amazônica durante a COP25
Da esq. p/ dir.: André Guimarães (Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura), Marina Grossi (CEBDS) e Renata Piazzon (Instituto Arapyaú).

O segundo painel na COP25, realizado no dia 11/12, apresentou iniciativas de sucesso de desenvolvimento econômico sustentável na região. A Votorantim Cimentos explicou o uso do caroço de açaí como substituto ao coque de petróleo, a Ambev falou da cadeia produtiva do Guaraná Antárctica e a Natura, por sua vez, apresentou as contribuições da linha Ekos para a região amazônica. 

Renata Piazzon, gerente do programa de Mudanças Climáticas do Arapyaú, apresentou os resultados de um levantamento feito com mais de 20 grandes empresas com negócios na Amazônia, realizada pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura; Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS); Instituto Arapyaú e Pacto Global, membros da iniciativa Amazônia Possível. 

Renata Piazzon, gerente do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto Arapyaú, apresentando a iniciativa Amazônia Possível no palco do Action Hub da COP25
Renata Piazzon, gerente do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto Arapyaú, apresentando a iniciativa Amazônia Possível no palco do Action Hub da COP25.

Das empresas ouvidas, 85% têm operação direta e 11% indireta no bioma amazônico, 19% já investiram mais de US$ 250 milhões na região e 23% delas geram mais de mil empregos. por membros da Amazônia Possível. Renata ainda expôs uma proposta com 10 princípios fundamentais para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

Leia mais na matéria sobre esse painel na COP25

O que é a Amazônia Possível

A Amazônia Possível é uma iniciativa promovida pela Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura, Instituto Arapyaú, CEBDS e a Rede Brasil do Pacto Global. Busca unir o setor privado nacional e internacional, governo e sociedade civil em torno de um compromisso para parar imediatamente as atividades ilegais na região Amazônica.

Lançada durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, a Amazônia Possível quer garantir a rastreabilidade da pecuária, agricultura, mineração e produtos provenientes da floresta.

Saiba mais sobre a iniciativa no vídeo acima ou no site amazoniapossivel.com.br.