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abril 30, 2026

Renata Piazzon defende em Harvard financiamento para tornar viável restauração no Brasil

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Nosso impacto

O que o Instituto Arapyaú está fazendo para impulsionar o desenvolvimento sustentável 
na Amazônia?

O Instituto Arapyaú marcou presença na décima edição do Lemann Dialogues, um dos fóruns acadêmicos mais relevantes para o debate sobre o futuro do Brasil. O evento, que aconteceu no dia 2 de abril, na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, contou com  Renata Piazzon, CEO do instituto. Ela participou do debate sobre a Mata Atlântica na programação oficial do evento, que teve o tema “Seis Biomas, Múltiplas Realidades, Um País”. 

O encontro reuniu pesquisadores, membros do setor público e do terceiro setor para discutir os desafios e potencialidades dos seis biomas brasileiros: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. 

A mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do planeta. Ela não é uma floresta contínua, mas um mosaico de áreas naturais, zonas urbanas e regiões costeiras. Ela se estende por 17 Estados e abriga cerca de 70% da população do país. De sua cobertura original, restam cerca de 24%. Ao mesmo tempo, é a maior área em recuperação do país: 131,2 mil hectares, ou 64% de tudo o que está sendo recuperado no Brasil, segundo o Observatório da Restauração. 

A CEO do Arapyaú lembrou que a sociedade civil tem uma rede robusta de articulação, como o Observatório do Código Florestal, o Observatório de Restauração e Reflorestamento  e o  Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, além do MapBiomas, e da Coalizão Brasil Clima Florestas e Agricultura (esses dois últimos incubados pelos Arapyaú durante sua formação). Para ela, a agenda socioambiental brasileira depende menos de novas leis e mais da criação de uma arquitetura de financiamento capaz de impulsionar a pauta florestal. “Já temos legislação, falta implementação em escala”, disse. 

Segundo Renata ela, o desafio está em construir convergência em um  ambiente político polarizado. “A Coalizão, por exemplo, coloca lideranças do agronegócio e ambientalistas em busca de convergência de temas que todo mundo defende. Enquanto a gente não conseguir traduzir essa agenda em dados econômicos e ser tão competitivo quanto o ‘mainstream’, não vamos conseguir virar esse jogo.”

Ela apresentou como exemplo a atuação do Arapyaú no sul da Bahia, com o fomento à cacauicultura sustentável na Mata Atlântica. Por meio de um mecanismo de blended finance, o instituto ajudou a montar um modelo que oferece financiamento e assistência técnica para cerca de mil pequenos produtores em sistemas agroflorestais. A iniciativa propiciou um incremento de 60% na renda desses agricultores, com inadimplência praticamente zero e a conservação da floresta. 

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